Notícias › 15/06/2018

11º Domingo do Tempo Comum

Os pequenos segredos da “Ação da Graça”

Frei Gustavo Medella

Um prato de sopa, um minuto de atenção, um telefonema breve, uma mensagem de WhatsApp, um “Bom dia”, um sorriso, um aceno, um lugar cedido na fila, um bom conselho… Muito maior poderia ser a lista de ações pequenas, mas que trazem em si as Sementes do Reino, tal qual o grão de mostarda descrito por Jesus no Evangelho deste 11º Domingo do Tempo Comum. Gestos discretos, mas que podem marcar decisivamente a vida de quem estava no limite da fome, da solidão, da dúvida, da tristeza ou do desespero. Custa pouco para quem oferece e pode ser essencial para aquele que recebe.

Ao discorrer sobre a Santidade, em sua última Exortação Apostólica, Gaudete et Exsultate, o Papa Francisco também destaca a importância dos pequenos gestos:

“Esta santidade, a que o Senhor te chama, irá crescendo com pequenos gestos. Por exemplo, uma senhora vai ao mercado fazer as compras, encontra uma vizinha, começam a falar e… surgem as críticas. Mas esta mulher diz para consigo: “Não! Não falarei mal de ninguém». Isto é um passo rumo à santidade. Depois, em casa, o seu filho reclama a atenção dela para falar das suas fantasias e ela, embora cansada, senta-se ao seu lado e escuta com paciência e carinho. Trata-se doutra oferta que santifica. Ou então atravessa um momento de angústia, mas lembra-se do amor da Virgem Maria, pega no terço e reza com fé. Este é outro caminho de santidade. Noutra ocasião, segue pela estrada fora, encontra um pobre e detém-se a conversar carinhosamente com ele. É mais um passo” (EG 16).

Buscar com empenho e carinho crescer nestas manifestações amorosas vai conferido qualidade e consistência ao testemunho do discípulo. Agindo desta forma, o seguidor de Cristo escancara as portas do próprio coração para que ali seja lugar por excelência da “Ação da Graça”, a mesma que faz a semente brotar, florescer e frutificar, bastando ao agricultor o cuidado e a vigilância.

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A missão de Jesus é irresistível

1ª Leitura: Ez 17,22-24

Sl 91

2ª Leitura: 2Cor 5,6-10

Evangelho: Mc 4,26-34

* 26 E Jesus continuou dizendo: «O Reino de Deus é como um homem que espalha a semente na terra. 27 Depois ele dorme e acorda, noite e dia, e a semente vai brotando e crescendo, mas o homem não sabe como isso acontece. 28 A terra produz fruto por si mesma: primeiro aparecem as folhas, depois a espiga e, por fim, os grãos enchem a espiga. 29 Quando as espigas estão maduras, o homem corta com a foice, porque o tempo da colheita chegou.»

A missão atinge o mundo inteiro -* 30 Jesus dizia ainda: «Com que coisa podemos comparar o Reino de Deus? Que parábola podemos usar? 31 O Reino é como uma semente de mostarda, que é a menor de todas as sementes da terra. 32 Mas, quando é semeada, a mostarda cresce e torna-se maior que todas as plantas; ela dá ramos grandes, de modo que os pássaros do céu podem fazer ninhos em sua sombra.» 33 Jesus anunciava a Palavra usando muitas outras parábolas como essa, conforme eles podiam compreender. 34 Para a multidão Jesus só falava com parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, ele explicava tudo.


* 26-29: A missão de Jesus é portadora do Reino de Deus e da transformação que ele provoca. Uma vez iniciada, a ação de Jesus cresce e produz fruto de maneira imprevisível e irresistível.

* 30-34: Diante das estruturas e ações deste mundo, a atividade de Jesus e daqueles que o seguem parece impotente, e mesmo ridícula. Mas ela crescerá, até atingir o mundo inteiro.

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral


11º Domingo do Tempo Comum, ano B

Frei Ludovico Garmus, ofm

Oração: “Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apela, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos”.

1. Primeira leitura: Ez 17,22-24

Elevo a árvore baixa.

Em Ez 17 temos a alegoria do frondoso cedro (a monarquia de Judá). Uma águia, o rei de Babilônia, arrancou a copa do cedro e a levou para o exílio (o rei Joaquin ou Jeconias) e substituiu-o com um galho deste tronco, o rei Sedecias. Este, porém, tornou-se infiel ao rei da Babilônia e foi punido. Assim, a monarquia de Judá foi praticamente aniquilada. Mas o profeta anuncia que Deus vai intervir nos planos do poder babilônico: Tomará um galho da copa deste cedro e o plantará de novo na terra de Israel (retorno do exílio). Assim como arrancou a copa do vigoroso cedro (monarquia de Judá), agora vai abater o poderio da águia e exaltar o galho do cedro (árvore baixa), transformando-o num “majestoso cedro”. É como diz o provérbio popular: “Eu dirijo, Deus me guia”. Os reis tentam dirigir a história, mas é Deus quem guia a história dos homens. Ele é capaz de transformar um simples galho numa frondosa árvore. Na parábola do grão de mostarda o Evangelho retoma a imagem profética de Ezequiel, para falar do misterioso crescimento do Reino de Deus.

Salmo responsorial: Sl 91

Como é bom agradecermos ao Senhor

2. Segunda leitura: 2Cor 5,6-10

Quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado esta morada,
nos empenhamos em ser agradáveis ao Senhor.

Paulo nos traz sua experiência da vida cristã, baseada no evangelho que prega. Paulo é ao mesmo tempo um grande semeador do Reino de Deus e o terreno onde esta boa semente do Evangelho foi lançada. Caminhando neste mundo “na fé e não na visão clara”, Paulo e todos nós que cremos somos animados pela confiança (v. 6 e 8). Esperamos comparecer diante do tribunal de Cristo, no juízo final, para receber o prêmio da vida eterna, isto é, participar da ressurreição do Senhor. O que importa, no momento presente, é praticar as boas obras para sermos agradáveis a Deus.

Aclamação ao Evangelho

É a menor de todas as sementes
e se torna maior do que todas as hortaliças.

3. Evangelho: Mc 4,26-34

É a menor de todas as sementes
e se torna maior do que todas as hortaliças.

Em Mc 4 são recolhidas três parábolas de Jesus: a parábola do semeador (4,3-20), a parábola da semente que cresce (4,26-29) e a parábola do grão de mostarda (4,33-34). O Evangelho de hoje nos convida a meditar sobre as duas últimas parábolas. Por trás das três parábolas está a experiência de Jesus, que anuncia o Reino de Deus, e da Igreja, que anuncia o Evangelho. O semeador semeia, esperando colher bons frutos, mas o resultado nem sempre é aquilo que esperava. Ele pode ter a alegria de fazer uma boa colheita, mas também a frustração pelos resultados negativos. Se não tivesse fé na qualidade da semente, confiança no terreno e esperança de uma boa colheita o semeador nem sairia para semear. As duas últimas parábolas se concentram, sobretudo, na fé e confiança, tanto na semente como no terreno. A semente que cresce sozinha quer mostrar o dinamismo da semente. Quando é lançada na terra, germina e cresce sem que o agricultor fique preocupado com isso. A parábola do grão de mostarda chama a atenção à força escondida na pequenina semente de mostarda que, uma vez lançada na terra, torna-se uma grande hortaliça, aonde até os passarinhos vêm fazer o seu ninho. As três parábolas da semente têm algo em comum:

1. Podemos confiar na semente, que é a Palavra de Deus, mas os resultados dependem também do tipo de terreno que a acolhe.
2. Uma vez lançada a semente na terra, desencadeia-se nela um dinamismo interno (um “programa”), que a faz funcionar por si só.
3. O Reino de Deus pode ter um início ínfimo, pequenino com a semente de mostarda, mas tende a crescer e expandir-se, tornando-se “a maior das hortaliças”.
4. O que pedem de nós estas duas parábolas?

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O mundo novo de Jesus é como um grão de mostarda

Frei Almir Guimarães

Desafios sobre desafios. Terrorismo, anarquia, drogas, cristianismo nem sempre límpido, indiferença, busca das coisas para si. Os cristãos sabem que precisam salgar, iluminar e fermentar. Quem sabe estejamos pensando em ações grandiloquentes, feitos de massa, sei lá. Talvez baste que sejam humanos, simplesmente humanos e quando ele vê nossos modestos empenhos vai fecundar nossa ação.

Dietrich Bonhëffer, pastor e grande pensador luterano que foi executado em campo de concentração na Alemanha, na 2ª Guerra Mundial, escreveu: “O cristianismo prega o valor infinito do que aparentemente não tem valor a infinita falta de valor do que aparente ser muito valioso”.

Em nossos temos vivemos a era do espetáculo. Pessoas e coisas, eventos e acontecimentos são vistos, analisados, apreciados, ridicularizados. Corpos expostos nas redes sociais como uma grande feira… Uma sociedade do espetáculo, da busca das coisas grandiosas. Determinadas reuniões de pessoas ditas religiosas constituem espetáculo de cura, de gritos, de berros, de frenesi…

As pessoas são como atores que representam num palco ou numa tela, vivem para mostrar-se para fora, não têm uma pousada ou um piso interior. Nada há de oculto e o que se mostra no exterior está doente de superficialidade. Vivemos uma cultura voltada para a imagem pública. Espetáculo…

O mundo novo, o Reino, é feito de uma semeadura do bem, da verdade, da justiça. O homem sai de manhã, molha a terra, lança a semente, volta para casa e enquanto descansa e dorme a semente vai produzindo primeiro a planta e depois os frutos. “Jesus fala de uma semeadura misteriosa da Palavra de Deus no coração humano. Pode parecer que existem pessoas em cujo interior ninguém pode semear hoje semente alguma: as pessoas já não escutam os pregadores; as novas gerações não creem em tradições. No entanto, Deus continua semeando nas consciências inquietude, esperança e desejos de vida mais digna” (Pagola). Os que evangelizam, os que procuram dar testemunho de vida sabem que podem dormir porque Deus vai agir.

Coisas pequenas que são grandes. Grão de mostarda, mínimo, quase não se vê a olho nu. Mas com o tempo de Deus ele se torna quase uma árvore e as aves dos céus ai fazem seus ninhos. Tudo começa muito modestamente, mas depois com a ação de Deus torna-se grande.

“Talvez precisemos aprender novamente a valorizar as coisas pequenas e os pequenos gestos. Não nos sentimos chamados a ser heróis, nem mártires a cada dia, mas todos somos convidados a viver pondo um pouco de dignidade em cada canto de nosso pequeno mundo. Um gesto amigável para quem vive desconcertado, um sorriso acolhedor a quem está só, um sinal de proximidade a quem começa a desesperar, um raio de pequena alegria num coração agoniado… Não são coisas grandiosas. São pequenas sementes do Reino de Deus que podemos semear numa sociedade complicada e triste, que esqueceu o encanto das coisas simples e boas” (Pagola, Marcos, p. 102).

Coisas simples de todos os dias: um banho dado num avô velho, ranzinza e teimoso; presença discreta à mesa de uma sogra que não nos ama; passeios e mais passeios com os filhos pelos prados e jardins para que sintam que são amados; uma tarde descontraída em torno a um bolo de chocolate e uma xícara de café com leite.

Terminemos com uma observação sobre o final da vida de Dietrich Bonhöffer. Não se encontra a Deus onde decidimos encontrá-lo, mas lá onde ele deseja ser encontrado. A insidiosa perseguição a que se via submetido ia exigindo do pastor luterano uma vida cristã cada vez mais escondida. Deus já não estava na Universidade onde ele havia dado passos brilhantes, mas numa vida cristã escondida, cercado dos que estavam preparando e projetando sua morte.

O Reino de Deus é feito de coisas pequenas…

Prece

Reina em mim a escuridão,
mas em ti está a luz.
Estou só,
mas tu não me abandonas.
Estou desanimado,
mas em ti está a ajuda.
Estou intranquilo,
mas em ti está a paz.
A amargura me domina,
mas em ti está a paciência.
Não compreendemos teus caminhos,
mas Tu sabes o caminho para mim.

Dietrich Bonhöeffer

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Modo de crescimento do Reino de Deus

Frei Clarêncio Neotti

Lemos hoje duas parábolas em torno do Reino dos Céus. A primeira é típica de Marcos, isto é, só ele a conta. A segunda é narrada também por Mateus e Lucas. As duas parábolas fazem parte de todo um conjunto de ensinamentos. Marcos reuniu-os no capítulo quarto. Todos eles
referem-se ao Reino de Deus, que está próximo, e ao núcleo central da mensagem de Jesus. Já lembramos, em outros momentos, que era costume de Jesus usar parábolas. O próprio Evangelista lembra isso hoje, no v. 34, informando também que, quando a sós, Jesus retomava as parábolas contadas para explicá-Ias melhor aos discípulos.

As duas parábolas partem de três momentos, que os ouvintes conheciam muito bem: a sementeira, o crescimento, a colheita. Como se trata de parábola (história inventada na
hora, para dela se tirar uma ou mais lições de moral), não convém discutir pormenores de tempo, lugar nem mesmo de lógica, mas devemos ir diretos à lição ou aos símbolos que expressam.

A semente da primeira parábola é a própria doutrina salvadora de Jesus. Ele a plantou. Ela há de frutificar. Essa é uma lição que Jesus procurou ensinar sempre de novo. Suas palavras são vivas, têm fecundidade, podem e devem frutificar; seus ensinamentos são revestidos de autoridade divina; seu plano salvador não falhará. Ainda que demore. Ainda que as aparências sugiram fracasso, como foi o caso da cruz. A primeira parábola, na verdade, é uma lição de confiança. Noutra parábola, a do semeador (Me 4,13-20), Jesus garantiu que sua doutrina (semente) só não frutifica, se a terra (pessoa) não for boa.

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Pequenas sementes

José Antonio Pagola

Vivemos sufocados pelas más notícias. Emissoras de rádio e televisão, noticiários e reportagens descarregam sobre nós uma avalanche de notícias de ódios, guerras, fomes e violências, escândalos grandes e pequenos. Os “vendedores de sensacionalismo” parecem não encontrar outra coisa mais notável em nosso planeta.

A incrível velocidade com que as notícias se difundem nos deixa aturdidos e desconcertados. O que pode fazer alguém diante de tanto sofrimento? Estamos cada vez melhor informados do mal que assola a humanidade inteira, e nos sentimos cada vez mais impotentes para enfrentá-lo.

A ciência quis convencer-nos de que os problemas podem ser resolvidos com mais poder tecnológico e nos lançou a todos numa gigantesca organização e racionalização da vida. Mas este poder organizado já não está nas mãos das pessoas, e sim nas estruturas. Transformou-se num “poder invisível” que se situa além do alcance de cada indivíduo.

É grande então a tentação de abster-nos. O que posso fazer eu para melhorar esta sociedade? Não são os dirigentes políticos e religiosos os que devem promover as mudanças necessárias para avançar rumo a uma convivência mais digna, mais humana e feliz?

As coisas não são assim. Existe no evangelho um chamado dirigido a todos e que consiste em semear pequenas sementes de uma nova humanidade. Jesus não fala de coisas grandes. O reino de Deus é algo muito humilde e modesto em suas origens. Algo que pode passar tão inadvertido como a semente mais pequena, mas que está chamado a crescer e frutificar de maneira insuspeitada.

Talvez precisemos aprender novamente a valorizar as coisas pequenas e os pequenos gestos. Não nos sentimos chamados a ser heróis nem mártires cada dia, mas todos nós somos convidados a viver pondo um pouco de dignidade em cada canto de nosso pequeno mundo. Um gesto amigável a quem vive desconcertado, um sorriso acolhedor a quem está só, um sinal de proximidade a quem começa a desesperar, um raio de pequena alegria num coração agoniado … não são coisas grandiosas. São pequenas sementes do reino de Deus que todos nós podemos semear numa sociedade complicada e triste, que esqueceu o encanto das coisas simples e boas.

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Não parece, mas o reino cresce

Pe Johan Konings

Muitos dentre nós estamos preocupados porque as comunidades eclesiais conscientes crescem tão devagarinho e às vezes até parecem diminuir. Então, demos um passo para trás, para enxergar melhor. Seiscentos anos antes de Jesus, o “povo eleito” que devia prestar culto ao Deus Único neste mundo foi tirado de sua terra e quase sumiu do mapa: Israel e seu rei foram levados para o exílio babilônico. Mas Deus fará crescer de novo um broto no cedro de  Israel e o povo se tornará novamente uma árvore frondosa (1ª leitura). No evangelho, Jesus usa a imagem do crescimento para falar do Reino de Deus. Estamos preocupados porque o Reino de Deus não se enxerga? Aos que o criticam porque seu anúncio do Reino  de Deus não se verifica por nenhum fenômeno extraordinário, Jesus responde: o agricultor não vê a semente crescer! O homem descansa ou se ocupa com outras coisas, e de repente a plantinha está aí. Ou veja a sementinha do mostardeiro, parece nada, mas cresce e se torna arbusto frondoso onde os passarinhos vão se abrigar. O mesmo acontece à pequena comunidade dos que buscam a vontade de Deus conforme a palavra de Cristo.

É essa a confiança que Jesus nos ensina. Jesus não é um homem de sucesso, de ibope. Ele lança uma sementinha, nada mais. E, de repente, a sementinha brota. O que parecia nada, torna-se fecundo, árvore frondosa.

No Calvário, o grão de trigo caiu na terra e morreu, para produzir muito fruto. Ressuscitou como árvore da vida. A Igreja dos primeiros cristãos foi esmagada pelas perseguições, mas ressurgiu das catacumbas como a maior força religiosa e moral do Império Romano. Os bárbaros destruíram o Império, mataram os missionários cristãos, mas de seu martírio surgiu a sociedade cristã da Idade Média. E esta foi desmantelada pela Modernidade, mas a semente cresce por baixo, especialmente no povo que mais sofreu a Modernidade do que  dela se valeu. Nunca os pobres da América Latina foram tão ativos na comunidade de fé como hoje. E a árvore frondosa continua acolhendo passarinhos que chegam de todos os lados.

Mas o que mais importa não é a quantidade de novos galhos e sim a qualidade da semente, tão única e autêntica que nada a pode suprimir.

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