Notícias › 11/06/2016

12º Dia: “Santo Antônio e a Oração”

Na véspera de encerramento da Trezena de Santo Antônio, Frei Alvaci Mendes da Luz veio de outro convento franciscano, no Largo São Francisco, para pregar sobre o tema “a oração e Santo Antônio” na Igreja do Pari. Ele explicou que ali, no Centro da capital, o Padroeiro é São Francisco, mas a festa para Santo Antônio também é majestosa. “Santo Antônio é tão popular que ele tem as igrejas dele e ainda pega algumas emprestadas para fazer festa também”, brincou.

Frei Alvaci celebrou às 16 horas a Santa Missa e teve a presença das crianças da catequese. Para introduzi-las no tema do dia, Frei Alvaci foi generoso na didática. Segundo o frade, a devoção a Santo Antônio não é forte somente no Brasil, Portugal e Itália. “Ele é o santo mais popular da Igreja Católica”, enfatizou, recordando a fama de santidade do franciscano em vida e a rapidez do seu processo de canonização. “Durou apenas nove meses. Hoje, são necessários no mínimo três anos”. Depois, dirigindo-se às crianças, contou-lhes que foram as crianças da cidade vizinha de Pádua que saíram gritando que o santo havia morrido.

Frei Alvaci, para chegar ao tema, refletiu antes sobre a santidade. “Quem são essas pessoas que a gente olha lá no alto do altar?”, perguntou. “Já devem ter falado na catequese sobre eles, mas o que significam dentro desse nosso cabedal de fé da Igreja Católica?”, insistiu. Assim como eles, nós estamos no mesmo caminho, na mesma fé e na mesma Igreja. “Eles não são absolutamente diferentes do que nós somos. Nasceram de pai e mãe, comiam arroz com feijão (Santo Antônio devia comer macarrão…). Mas eram gente como a gente. Com sonhos, projetos, medos. Vocês acham que Santo Antônio não tinha medo? Ele era valente, forte, mas com certeza às vezes achava que as coisas podiam não dar certo. Às vezes ele se perguntava: ‘Será que estou no caminho certo?’ A gente também se pergunta assim”, disse Frei Alvaci.

Os santos, segundo o frade, são pessoas iguais a nós, de carne e osso, que fazem as mesmas coisas, que sentem frio igual a nós neste inverno, mas conseguiram chegar a um patamar um pouco acima de nós. “São seres humanos completos. Seres humanos de verdade. E abraçaram uma causa pelo Reino de Deus”. Isso faz toda a diferença segundo Frei Alvaci. Santo Antônio viveu apenas 36 anos, mas o suficiente para ser lembrado por nós há mais de 800 anos.

meio

“Em todo dia 13 de junho lembramos dele. Como é que pode? Como é que a gente não esquece dele?”, questinou. Para Frei Alvaci, os santos têm essa estreita relação com Deus. Essa proximidade com Deus os faz perfeitos. A oração está presente na vida dos santos com mais intensidade. “Se tem uma coisa que dá segurança é a oração. Vocês acham que Santo Antônio rezava?. Eu tenho certeza. A oração o fortalecia quando ele enfrentava problemas. Vocês se lembram do episódio da pregação aos peixes. Santo Antônio incomodava com suas pregações fortes e, diz a legenda, que quando desconsideraram as suas pregações, o santo foi pregar para os peixes”, recordou o frade.

A oração, segundo o frade, é o melhor meio de recarregar as energias. “Ah mas era fácil para ele porque era santo. É facil para os padres, para os freis, porque já estão na metade do céu. Conversa furada! Cada um tem que construir a sua história e fazer a sua vida de santidade. Santo Antônio está aí para a gente aprender com ele a confiar em Deus, acreditar na oração. Que ele nos ensine a rezar!”, completou.

Antes da bênção de Santo Antônio, no final da celebração, 14 crianças com pequenos cestos de pãezinhos recitaram as 14 obras da misericórdia. Os pãezinhos foram depositados num cesto maior para serem bentos.

 

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