Notícias › 22/11/2017

Comunidade celebra o Dia Mundial dos Pobres

Um jeito inusitado de vivenciar o Dia Mundial dos Pobres leva-nos a refletir sobre eles, no nosso cotidiano cristão.

Oferecer um café da manhã, para os pobres moradores das ruas da redondeza paroquial, que não são poucos, e para algumas famílias carentes assistidas pelos nossos vicentinos, não seria tarefa difícil de realizar.

Mas o desafio foi bem maior!

Sob a liderança do pároco, Frei Germano Guesser e Frei José Francisco, aprendemos que a real igreja dos pobres que o Papa Francisco nos convoca a reconstruir vai, além da caridade que doa, para a vida que se compartilha.

O grupo de Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão sentiu-se chamado para “encarnar Jesus” em um testemunho concreto de vida em comunhão, que vitaliza e dá sentido ao servir o altar e distribuir a Eucaristia.

Saímos em busca de doações. Os freis pediram contribuições nas missas. A ideia rapidamente se encorpou. Pessoas de vários movimentos e pastorais, assim como alguns paroquianos, foram se interessando. Tudo em cerca de dez dias.

Na véspera, salão lavado, mesas arrumadas, utensílios preparados, xícaras e pratos de louça, talheres, copos de vidro: uma intenção de resgate afetivo da família que os hoje marginalizados já puderam ter em suas histórias de vida.

E raiou o dia da festa do amor

Os freis foram despertados pelos “burburinho” dos primeiros que chegaram para fazer o café e os lanches. Um grupinho saiu pelas ruas a convidar os irmãos: “Venham tomar café conosco!” Outros foram para a igreja. Ação e oração caminhando juntas.

Após a missa das 9h, toda a assembleia foi convidada a “ir para a mesa” da família de Deus reunida. Muitos foram. Que surpresa maravilhosa! Os que trabalhavam, os que eram servidos e os que sentavam-se à mesma mesa desses irmãos que “vemos sempre pelas ruas e praças, mas não os conhecemos”… todos percebíamos Deus presente no meio de nós, em santa e feliz comunhão.

Partilhamos nossa casa, nossa mesa, nossa companhia. Ouvimos suas queixas, dificuldades, carências, desamores, culpas reconhecidas, entraves para recuperação, negativas de aceitação… e também muitos agradecimentos pela alegria de estarmos juntos, saciando fomes e afetos, uns dos outros, fraternalmente.

Que bênção de Deus! Quão agraciados fomos!

Acredito termos vivido, nessa data, um momento de revitalização paroquial para certificarmo-nos que ainda somos a Paróquia Santo Antonio do Pari, unida, ativa e orante. Estava faltando um sopro de confiança e o vento do Santo Espírito veio, reaproximou-nos e animou-nos… Foi uma chuvarada de amor e  serviço, entre nós, dos movimentos e pastorais, junto com os Freis e entre nós, filhos de um mesmo Pai, irmãos sem distinção.

Que seja um marco frutuoso e otimista, rumo a novo tempo e novas ações.

É o tempo de Deus chegando!

E bem às vésperas do início de um Novo Ano Litúrgico!!!

Lourdes Bona

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