Notícias › 25/07/2012

Dia 11 de agosto: dia de Santa Clara de Assis

Neste ano a família franciscana celebra os 800 anos da vocação de Santa Clara de Assis. Este jubileu é um tempo privilegiado para reforçar a presença transparente da mulher mística e santa, que se revela em Santa Clara de Assis. O Amor a convocou para uma forte experiência de Deus, desde então, apresentou-se ao mundo como uma mulher nova, de personalidade forte, com o coração impregnado de ternura e passos decididos de uma verdadeira conversão. O Evangelho vivido, a experiência de Francisco de Assis reinventada e a fraternidade a colocaram entre Irmãs com presença doce e materna, e a entregaram à humanidade sedenta de um caminho cristão vivido com maturidade.

De 8 a 10 de agosto faremos o Tríduo em preparação para o dia de Santa Clara. Venha participar conosco! As celebrações acontecem às 19h30min.

Dia 8 de agosto: “Santa Clara de Assis e de Hoje, Caminho de Unidade”

Somos convocados a descobrir com Clara que viver na unidade nos faz caminhar no seguimento a Cristo sem perder nossa individualidade. Clara é Mestra indicativa do melhor de Deus e do melhor do humano. “Deus suscitou por isso a venerável virgem Clara e acendeu nela uma luz claríssima para as mulheres (…), colocando-a sobre o candelabro para ser luz de todos os que estão em casa”. Com o tema da Unidade queremos rezar por toda família franciscana (freis, clarissas, leigos da OFS e Jufra).

Dia 9 de agosto: “Santa Clara e a força da oração: sarracenos em fuga”

Clara não podia compreender uma vida consagrada com a segurança dos grandes mosteiros e das grandes propriedades. A Santa se empenhava valentemente para que ela e suas irmãs pudessem viver em alegre e austera pobreza. Houve uma época em que os sarracenos estavam nos vales das cercanias de Assis. Eles eram soldados muçulmanos contratados por Frederico II, que já tinha sido excomungado pela segunda vez, para tomar Assis, uma comuna filo-papal. Todos os conventos dessa época já tinha sido saqueados e faltava apenas o de São Damião. A iminência de um ataque deixava os damianitas em pavor. Segundo Celano, tremendo para falar, levaram seus prantos à madre. Corajosa, ela mandou que a levassem, doente, para a porta, diante dos inimigos, colocando à sua frente uma caixinha de prata revestida de marfim, onde guardavam com suma devoção o Santíssimo Sacramento. Prostrada no chão, assim rezou: “Meu Senhor, quereis entregar estas vossas servas frágeis, que criei em vosso amor, nas mãos dos pagãos? Guardai, eu vos suplico, Senhor, estas vossas servas que no momento não posso defender com minhas forças”. Ouviu-se, então, uma voz dizendo: “Eu vos defenderei sempre!”. Levantando o rosto banhado em lágrimas, confortou as irmãs que choravam: “Minhas filhas, asseguro que ninguém sofrerá nada; basta confiar em Cristo”. No mesmo instante, os invasores se puseram em fuga, descendo pelos muros que haviam escalado, tal a força daquela que orava e a graça concedida pelo Senhor.

Dia 9 de agosto: “Ardente Amor ao Crucificado”

Segundo Tomás de Celano, em a Legenda de Santa Clara, Clara “ensinava as noviças a chorar o crucificado dando junto o exemplo do que dizia. Muitas vezes, ao exortá-las a isso em particular, vinham-lhe as lágrimas antes de acabarem as palavras”. Chegou, uma vez, o dia da Sagrada Ceia, em que o Senhor amou os seus até o fim (cfr. Jo 13,1). Pela tarde, aproximando-se a agonia do Senhor, Clara, entristecida e aflita, fechou-se no segredo de sua cela. Acompanhando em oração o Senhor que rezava, sua alma triste até a morte (cfr. Mt 26,38) embebeu-se da tristeza dele, a memória foi se compenetrando da captura e de toda derisão: caiu na cama. Ficou tão absorta durante toda aquela noite e no dia seguinte, tão fora de si que, com o olhar ausente, cravada sempre em sua visão única, parecia crucificada com Cristo, totalmente insensível. Uma filha familiar voltou diversas vezes para ver se precisava de alguma coisa e a encontrou sempre do mesmo jeito. Quando chegou a noite do sábado, a devota filha acendeu uma vela e, sem falar, com um sinal, lembrou sua mãe da ordem que recebera de São Francisco. Pois o santo mandara que não deixasse passar um só dia sem comer. Na sua presença, Clara, como se voltasse de algum outro lugar, disse o seguinte: “Para que a vela? Não é dia?” “Madre, respondeu a outra, foi-se a noite, já passou um dia, e voltou outra noite”. Clara disse: “Bendito seja este sonho, filha querida, porque ansiei tanto por ele e me foi concedido. Mas guarde-se de contar este sonho a quem quer que seja, enquanto eu viver na carne”.

Dia 11 de agosto, Solenidade de Santa Clara de Assis –  missa às 16h

Oração nos 800 anos do carisma clariano

Altíssimo Pai Celestial, por vossa misericórdia e graça, iluminastes Clara de Assis e a conduzistes pelo caminho do Cristo pobre e humilde, acolhido como Esposo bem-amado.

Ouvindo o vosso chamado no exemplo de Francisco de Assis, ela abandonou a nobreza e abraçou com jovial alegria a penitência evangélica, no serviço humilde, no silêncio contemplativo e na convivência fraterna. Arrebatada pelo amor do Divino Esposo e espelhando-se na humanidade de Jesus, tornou-se uma luz fulgurante a brilhar para uma multidão de irmãs e irmãos.

Bendito sejais, Senhor, pelo brilho de Irmã Santa Clara, pelas tantas seguidoras de seu caminho e pelo estímulo fascinante que sua vida nos deixa a todos. Concedei-nos, que a Família Franciscana do Brasil siga o mesmo caminho de simplicidade, de humildade fraterna, de pobreza evangélica, numa vida honesta e santa, alimentada pelo pão da Palavra e da Eucaristia, solidária com os pobres e excluídos.

Pelo Divino Espírito Santo, concedei-nos o dom da fidelidade, para não perdermos de vista o ponto de partida de nossa vocação, e prosseguirmos alegremente até o fim. Amém!

Santa Clara de Assis, rogai por nós!

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