Notícias › 05/11/2014

Dom Odilo escreve sobre a canonização de Madre Assunta Marchetti

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Foto: Arquidiocese de São Paulo

O Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, presidiu a cerimônia da beatificação em nome do papa Francisco. Foi um momento muito belo, vivido pela nossa Igreja, em São Paulo, onde a nova bem-aventurada passou a maior parte de sua vida missionária.

O testemunho de vida cristã, missionária e religiosa de Madre Assunta é muito para o nosso tempo e a aprovação da sua beatificação, pelo papa Francisco, é paradigmática e confirma os rumos apontados pelo seu Pontificado.

Ele nos chama a sermos uma Igreja da caridade, uma espécie de “hospital de campo”, atentos às feridas e sofrimentos da humanidade; uma Igreja samaritana, sensível e solidária, que se coloca ao serviço de todos. Madre Assunta, no início do século XX, foi “mãe dos órfãos, dos migrantes e dos pobres”, dedicando-se inteiramente a lhes aliviar os sofrimentos e privações a que eram submetidos.

Somos convocados a ser uma Igreja missionária, uma “Igreja em saída”, que leva a todos a alegria do Evangelho (Evangelii gaudium) pela palavra e, sobretudo, pelos gestos e atitudes concretas. Madre Assunta deixou a sua Itália e seus parentes, para ser missionária no Brasil, entre os pobres e abandonados. Além disso, seu dinamismo missionário levou muitas outras pessoas a se agregarem a ela, estendendo ainda mais amplamente sua ação missionária. Foi também Co-Fundadora de uma Congregação missionária, que continua a viver o seu dinamismo missionário.

O papa Francisco chama toda a Igreja a dar novo valor ao carisma da Vida Consagrada Religiosa, que é um dom de Deus para a Igreja; para isso, será em breve aberto o Ano da Vida Consagrada, que se estenderá até o início de fevereiro de 2016. Madre Assunta viveu com alegria e fecundidade a Vida Consagrada e ajudou a fundar a Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu (Scalabrianas), dando o testemunho das bem-aventuranças e da caridade de Cristo.

No próximo dia 1º de novembro a Igreja comemora, com ação de graças e louvor a Deus, todos os santos. A santidade é a vocação de todos os batizados e discípulos de Cristo: “sede santos porque o Senhor, vosso Deus, é santo” (cf…..). Só está no céu quem é santo e vive em plena sintonia com Deus. Os santos e bem-aventurados nos deixaram um exemplo de vida que nos estimula e encoraja a fazermos bem a nossa parte também.

Graças a Deus, a Igreja tem muitos santos! Eles são os belos frutos da vida da Igreja, os frutos amadurecidos das sementes do Evangelho, que encontraram terreno bom em suas vidas. Beata Assunta, S.José de Anchieta, Santa Paulina, S. Antônio de Santana Galvão e o beato Padre Mariano de la Mata estão profundamente ligados à nossa cidade e à Igreja que está nesta Metrópole.

Os santos e bem-aventurados não são figuras míticas nem idealizadas Foram grandes cristãos, bons católicos, fiéis testemunhas do Evangelho. Foram pessoas reais e históricas, caminharam pelas ruas de São Paulo… Eles testemunharam com clareza, e continuam a testemunhar, que “Deus habita esta cidade e quer bem ao seu povo”… Eles agora nos encorajam no caminho da vida cristã e intercedem por nós junto de Deus.

Artigo publicado no Jornal O SÃO PAULO – Edição 3025 – 29 de outubro a 4 de novembro de 2014.

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

Veja aqui como foi o 1º dia do Tríduo com as Irmãs Scalabrinianas

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