Destaque, Notícias › 05/02/2018

Frei Germano: 25 anos com o Bom Pastor

Moacir Beggo

São Paulo (SP) – O velho e majestoso órgão tubular da Paróquia Santo Antônio do Pari (SP), que andava meio ‘adormecido’ desde o incêndio que destruiu parte da igreja em junho de 2006, voltou à atividade neste domingo durante a Santa Missa, às 9 horas, quando o pároco Frei Germano Guesser celebrou solenemente os 25 anos de seu ministério sacerdotal. Sua ordenação presbiteral foi realizada no dia 6 de fevereiro de 1993, na Igreja São João Batista, em Luzerna (SC).

E como frisou Frei José Francisco de Cássia dos Santos, o pregador convidado pelo jubilando e seu confrade no Pari, não se tratava de um jubileu pessoal mas da celebração dos 25 anos de serviço à Igreja. “É um ministério que ele assumiu em favor de toda Igreja, é um ministério em favor de todos nós que temos fé, que aderimos o Evangelho como um caminho de vida. Portanto, a alegria de Frei Germano é a alegria de cada um de nós, assim como deveriam ser as dores, as tristezas e as decepções. O sucesso e o fracasso de Frei Germano também são o sucesso e fracasso de todos nós, que somos Igreja”, ensinou o pregador.

A bela igreja do Pari estava cheia e uma parte dos fiéis veio de Gaspar, em Santa Catarina, para celebrar com o jubilando. De Vila Velha, estava presente Augusto Cardoso Passos. Entre os concelebrantes, Dom Eduardo Vieira dos Santos, Bispo Auxiliar de São Paulo e Vigário Episcopal da Região Sé e Frei César Külkamp, Vigário Provincial da Província da Imaculada, representando o Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel. Também participaram da Celebração o Definidor da Província, Frei Gustavo Medella, os confrades de Frei Germano e o missionário em Angola, Frei Valdemiro Wastchuk.

Dom Eduardo falou que este jubileu era motivo de alegria e júbilo e trouxe os cumprimentos a Frei Germano do Cardeal Dom Odilo Scherer.

 

Frei José Francisco recordou todos os lugares da evangelização de Frei Germano em 25 anos: Vila Velha (ES), São Paulo (Vila Clementino e Pari), Balneário Camboriú (SC), Curitibanos (SC), Gaspar e novamente Pari, onde reside atualmente. “Além de nascer em uma cidade chamada Antônio Carlos (SC), de crescer em outra cidade chamada Ibicaré (SC), Frei Germano é torcedor do São Paulo – portanto tem alguns defeitos (risos) -, aprecia um bom vinho, e é um confrade que se dedica bastante à vida fraterna. Para o seu ministério, escolheu o lema ‘Por uma ovelha só, ainda que pequenina, serei a vida inteira um pastor’. Um ministério, que eu diria, extremamente pastoral, onde 12 anos foram somente em Gaspar”, explicou. Para Frei José, ser pároco hoje, em São Paulo, é um desafio. “O padre deve ser um homem de Igreja, de ação, misericordioso e de oração”, resumiu.

Frei César explicou que o Ministro Provincial está na Baixada Fluminense em outra atividade, e lhe pediu para dizer três palavras: “Uma palavra a Dom Eduardo, pensando em toda a Igreja de São Paulo, que acolhe tanto o ministério de Frei Germano assim como todo o serviço que nós, franciscanos, fazemos aqui. Em tudo isso, queremos agradecer por essa acolhida. Uma segunda palavra é de agradecimento a esta comunidade tão querida do Pari, que nos acolhe há tantos anos. E agradecendo a Comunidade do Pari, não tenho como não agradecer a Comunidade de Gaspar, que acolhe tão bem os frades no trabalho de evangelização. A terceira palavra é bastante pessoal e fraternal por esses 25 anos de serviço, em que você, Frei Germano, consome sua própria vida pelo que São Paulo nos provoca hoje a viver do próprio Evangelho e anunciá-lo. Este é o nosso desafio e por isso, todos nós, frades, que conhecemos as suas qualidades e até seus defeitos, queremos agradecer a Deus pela sua pessoa fraterna, pelo dom de sua vida e também por todo trabalho que você tem feito na animação de tantas paróquias e santuários em todos os lugares em que esteve. Mas, principalmente, agradecer pelo irmão que você é junto conosco. Deus o abençoe!”.

Frei Germano disse que este jubileu era o momento de recordar, agradecer e celebrar. “Tenho a graça de celebrar o meu jubileu sacerdotal no Pontificado do Papa Francisco. É uma grande alegria viver este momento”, confessou. “Este também é um momento de recordar e deixar passar pelo coração tudo aquilo que nesses 25 anos vivi. Colecionei neste tempo acertos e também desafios e erros, mas não tive dúvidas de voltar atrás para corrigir um passo equivocado e nunca perdi a vontade de melhorar”, garantiu o frade, que lembrou suas duas famílias importantes: a de sangue e a família franciscana.

“Nestes últimos anos do meu jubileu passei pela maior provação de minha vida quando tive que encarar a despedida definitiva de meu pai e minha mãe. Como é difícil perder esses referenciais tão queridos em nossa vida! Só quem um dia perdeu para saber o estrago que fica no coração… Agradeço a Deus pela família que tenho e que ganhei ao ingressar na Ordem de São Francisco de Assis. Seguir os passos do Pobre de Assis é sempre um questionamento, um desafio. Mas uma grande alegria ter novos irmãos”, acrescentou.

“Trago comigo o cheiro das ovelhas que nutro um carinho muito especial em todos os lugares onde passei e no período mais longo deste jubileu que foi em Gaspar, onde durante doze anos perdi a conta dos amigos que fiz. Não vou citar nomes porque não quero cometer uma injustiça. Mas cito duas pessoas estariam aqui hoje e foram para a casa do Pai: Edson Wieser e Tuti Spengler. A todos quero dizer meu muito obrigado”, recordou.

Segundo Frei Germano, quando deitou no chão da Igreja São João Batista, em Luzerna (SC), no dia 6 de fevereiro de 1993, não teve dúvida: “Minha vida era ao lado do Bom Pastor”.

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