Frei Germano com as ‘chaves do coração’ do Pari

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Moacir Beggo

 São Paulo (SP) – Na Celebração Eucarística deste domingo do Bom Pastor (17 de abril), Frei Germano Guesser não só recebeu as chaves da Paróquia Santo Antônio e as chaves do Sacrário, mas também as “chaves do coração”, nas palavras do paroquiano Gerson Pedro, que representou a Comunidade na posse do novo pároco.

A Missa do rito de posse de Frei Germano foi presidida por Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar de São Paulo e Vigário Episcopal da Região Sé da Arquidiocese de São Paulo, às 18 horas. No início da celebração, o diácono Frei Edvaldo Batista Soares leu o documento de nomeação e provisão de pároco, atendendo ao pedido feito pelo Ministro Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição, Frei Fidêncio Vanboemmel, à Arquidiocese de São Paulo. Representando ao Ministro Provincial nesta celebração estava o Vigário Provincial, Frei Evaristo Spengler.

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Antes da posse, contudo, Frei Germano fez a profissão de fé na presença do bispo:  “Eu, Frei Germano Guesser, creio firmemente e professo todas e cada das verdades …”, disse, para depois receber do bispo o Evangelho: “Recebe o Evangelho de Cristo, do qual foste constituído mensageiro. Transforma em fé viva o que lês, ensina aquilo que crês e procura realizar o que ensinas”, exortou o bispo.

Na sua homilia, Dom Eduardo lembrou que Frei Germano assumia uma grande responsabilidade. “Mas é uma responsabilidade compartilhada com seus confrades e com o bispo, com cada irmão e irmã”, encorajou, pedindo ao novo pároco que exerça sua missão com alegria. “O pároco assume essa missão com alegria, com entusiasmo, com expectativas. Cada pároco tem expectativas de ser correspondido no seu ofício”, lembrou. “Hoje nós rezamos pelas vocações, para que o Senhor envie operários para sua messe, mas não podemos cruzar os braços. É preciso que cada um de nós faça a sua parte, é preciso que cada um de nós dê testemunho do Evangelho com alegria”, acrescentou, frisando que não se deve deixar todo o trabalho nas mãos do pároco.

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Em seguida, Dom Eduardo explicou o simbolismo da entrega das chaves e dos instrumentos do batismo, assim como da estola roxa. “Eu conclamo a todos para que se unam a Frei Germano a fim de que seu trabalho possa ser profícuo, possa produzir muitos frutos”, completou.

Se depender dos paroquianos, Frei Germano não estará sozinho. “Em nome de toda a Paróquia, gostaríamos de dizer que estamos muito felizes de tê-lo aqui conosco. E o sr. recebeu hoje as chaves da Igreja e do Sacrário. De modo muito simbólico, receba também as chaves da nossa Paróquia, das nossas Pastorais, das nossas casas, do nosso coração”, disse pedindo que o casal – Paulinho e Francisca – representasse a comunidade ao dar um abraço em Frei Germano. “Este abraço simboliza que estamos juntos, unidos, e vamos fazer juntos uma comunidade de amor, de caridade, e de serviço”, emendou.

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Frei Germano agradeceu a presença de seus confrades, especialmente do Convento São Francisco, que veio em grande maioria, e recordou o lema do Bom Pastor que escolheu para a sua ordenação sacerdotal e que neste quarto domingo da Páscoa foi o Evangelho.

“A exemplo do bom pastor, que é Jesus Cristo, o pároco deve ser um servidor. Alguém que chega para servir, cuidar e dar proteção ao rebanho”, disse.

“No sentido religioso, tomada de posse não tem nada a ver com a tomada de posse no sentido civil, quando envolve uma propriedade particular. O padre não se autoconvoca ou se candidata para estar à frente de uma responsabilidade como esta, mas responde a um chamado, a uma solicitação que, como no meu caso, veio da Ordem dos Frades Menores, onde um dia eu fiz o voto de obediência diante do meu superior, e disse: ‘Eis-me aqui’. Agora, nesse chamado novamente, eu digo: ‘Eis-me aqui’”, explicou, ressaltando a sua escolha por uma Igreja em saída, como pede o Papa Francisco.

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