Mensagem do Pároco: Uma questão de Amor

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“Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós… Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida.” (Rm 5,8-10)
 

Chegamos, nesta Semana Santa, ao ápice da liturgia. Segundo o Papa Francisco, a Semana Santa é um “tempo de graça que o Senhor nos doa para abrir as portas do nosso coração, da nossa vida, das nossas paróquias, dos movimentos, das associações, e ‘sair’ ao encontro dos outros para levar a luz e a alegria da nossa fé, um raio de amor do Senhor. Sair sempre! E isso com o amor e a ternura de Deus, no respeito e na paciência”.

Nesta semana, veremos a imagem da cruz no centro da celebração de Sexta-feira Santa. Na adoração à Cruz, não a beijamos por si mesma, mas como quem beija o próprio rosto de Jesus. É a gratidão por tudo que Nosso Senhor realizou através da cruz. Mais do que sinal de suplício, a cruz é na verdade a maior prova de amor de Deus pela humanidade.

Não há outra via para seguir senão a da experiência viva de amor, que nos faz descobrir o verdadeiro sentido de nossa existência. Só o amor é capaz de transfigurar o coração do homem.

Um dos teólogos que mais se dedica exclusivamente a pesquisar e tornar conhecida a pessoa de Jesus, José Antônio Pagola lembra que Jesus, no longo discurso de despedida, deixa alguns traços fundamentais para os discípulos.  “Permanecer no seu amor” é o primeiro deles. “Não se trata somente de viver numa religião, mas de viver no amor com que nos ama Jesus, o amor que Ele recebe do Pai. Ser cristão não é em primeiro lugar um assunto doutrinal, mas uma questão de amor”, diz Pagola.

No amor está a mensagem central da Semana Santa e do Tríduo Pascal. Fomos criados para acolher e viver o amor de Deus. Esse é o único caminho que o homem moderno precisa redescobrir. Vivemos no tempo da cultura do descarte e da pretensa autossuficiência do homem moderno, onde Deus nem sempre faz parte de seu projeto.

 Segundo ainda Pagola, Jesus não apresenta este mandamento do amor como uma lei que deve reger nossa vida fazendo-a mais dura e pesada, mas como uma fonte de alegria: “Digo-vos isto para que minha alegria esteja em vós e vossa alegria seja completa”. Quando falta entre nós o verdadeiro amor, cria-se um vazio que nada nem ninguém pode encher de alegria.

 Por isso, com amor e alegria vamos viver esses dias do Tríduo Pascal.

 Que o amor de Cristo preencha os corações dos homens de boa vontade e transborde em mensagens de alegria!

 Feliz Páscoa!

Frei Germano Guesser

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