Notícias › 13/06/2012

Por que Santo Antônio é tão querido?

Moacir Beggo

São Paulo (SP) – Dois frades, franciscanos como Santo Antônio, Frei Mário Tagliari, Definidor da Província da Imaculada, e Frei José Francisco de Cássia dos Santos, diretor do Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras), falaram um pouco deste carinho do povo com o Santo franciscano, natural de Lisboa e que morreu numa sexta-feira, dia 13 de junho de 1231, em Arcella, hoje bairro da cidade de Pádua.

Esse amor e essa manifestação de carinho já aconteceram no mesmo dia de sua morte, quando o povo o chamou de Santo. “Ele só foi levado ao centro da cidade e sepultado cinco dias depois, no final da tarde de uma terça-feira, mais ou menos como hoje durante esta celebração”, explicou Frei Mário, que celebrou às 16h30. Segundo o frade, ao amor que o Santo tinha por Pádua, os paduanos responderam com mais amor. E essa manifestação só cresceu até os dias atuais.

“Hoje, ao ver tanta gente aqui em frente desta igreja do Pari, temos uma prova de que Santo Antônio continua arrebatando multidões, trazendo multidões para a Igreja, para a Eucaristia, para ouvir a Palavra de Deus, para, quem sabe, deixarmos também hoje, neste dia de Santo Antônio, que nosso coração se converta e que o Espírito Santo ilumine nossas vidas. E que possamos, a partir do Evangelho de Jesus Cristo, a partir do exemplo de Santo Antônio, também sermos um pouco melhores”, acrescentou Frei Mário.

Frei José Francisco celebrou ás 15 horas e lembrou que em todas as igrejas há uma imagem de Santo Antônio. “Não é à toa que nós o chamamos de Santo Antônio do mundo inteiro. É o santo mais venerado e conhecido no mundo inteiro. Por que será que Santo Antônio foi um homem tão agraciado, que recebeu a amizade de milhares e milhares de homens e mulheres durante esses oitocentos anos de história?”, perguntou.

Segundo Frei José, foi pela amizade que ele tem com Deus. “Foi pelo carinho com que ele se dedicou à meditação da Palavra de Deus. Foi o exemplo humilde de um grande pregador. Defendeu o Evangelho a tudo custo e em todos os lugares”, acrescentou.

Frei José, contudo, ponderou: “Mas nós não queremos ser servos inúteis. Pelo contrário, nós não queremos contar o que os santos homens e mulheres fizeram a partir do Evangelho. Hoje, em nosso tempo, em nossa cidade, também queremos nos santificar como Santo Antônio se santificou, anunciando a Palavra de Deus, sendo íntimo do seu coração e cultivando a verdade do Evangelho e cuidando da criação, num mundo que depreda a natureza, contamina o ar, envenena o solo, gera milhões de desamparados”.

E finalizou: “Que todos nós sejamos, a exemplo de Santo Antônio, homens e mulheres que cultivam a intimidade com Deus. Para que sejamos portadores dessa graça, desta bênção, que nós recebemos pela intercessão de Santo Antônio”.

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