Notícias, Reflexão Dominical › 24/09/2016

Quando o que sobra é só arrependimento…

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Frei Gustavo Medella

Todo mundo já se arrependeu alguma vez na vida, desde as coisas mais simples, como sair de roupa quente num dia de calor, até as mais complexas, como filho que se arrepende por não ter dirigido aos pais a devida atenção enquanto estavam vivos. E aí se tornam comuns expressões como “Ah, se eu soubesse”, “Se alguém tivesse me avisado” etc.

O Evangelho deste 26º Domingo do Tempo Comum (Lc 16,19-31) fala sobre o arrependimento. Arrependimento do rico que investiu suas melhores energias no cultivo do próprio egoísmo. Festa todos dias, o que potencialmente esvazia a ideia de festa, colocando-a na banalidade do quotidiano e leva à alienação profunda que não permite ao rico perceber a dor do pobre Lázaro que, coberto de feridas que são lambidas por cachorros, sente a dor maior na alma, fruto de sentir-se invisível diante da euforia de quem acha que a vida se resume em esbanjar.

Como consequência de sua escolha, reafirmada dia após dia, festa após festa, quando percebe o vazio de suas opções, o rico amarga a solidão e o desespero de quem se depara sem máscaras com a própria finitude.

Na qualidade de cristãos, o modo que temos para evitarmos constantes arrependimentos é trabalharmos nossas escolhas com a cabeça e o coração, partindo de alguns princípios básicos:

1) Deus nos ama incondicionalmente e nos chama a participar deste amor.
2) Quando nos descobrimos amados, percebemos que a prática gratuita do bem é um caminho de realização plena.
3) Na vida, as pessoas são sempre mais importantes do que as coisas.

Que Deus nos livre do arrependimento e nos inspire sempre as melhores escolhas!

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