Notícias, Reflexão Dominical › 25/05/2018

Santíssima Trindade

Teste o quanto “trinitarizada” está a sua vida

Frei Gustavo Medella

As redes sociais e outros ambientes on line oferecem uma infinidade de testes, a maioria deles para entretenimento, mas com a intenção, quase nunca revelada, de levantar e armazenar dados e informações de quem cede a provocações do tipo: “Com personagem do Chaves você se identifica?” ou “Que cantor famoso tem a personalidade parecida com a sua?”, entre muitas outras.

Chegando à Solenidade da Santíssima Trindade, a Festa que celebra Deus-Comunidade de Amor, desejamos também propor um teste. Fique tranquilo, pois não temos a intenção de investigar sua vida nem levantar seus dados. Nosso desejo é apenas provocar uma reflexão pessoal que pode ajudá-lo a viver melhor os ensinamentos que a Trindade oferece.

Na Trindade, as três Pessoas Divinas (Pai, Filho e Espírito Santo), diferentes, mas indissoluvelmente unidas, vêm nos mostrar que a diversidade não é impedimento para caminharmos juntos, mas um convite permanente para construirmos comunhão.

Mistério de acolhida e doação que ocorre com absoluta generosidade e transparência, a unidade da Trindade torna-se excelente critério para que nós, apesar de nossos limites, façamos uma análise honesta e criteriosa dos relacionamentos que compõem nossa vida.

Em tempos de ânimos acirrados na política, na religião e em outras áreas, precisamos fazer o exercício de olhar atentamente para alguns sinais que podem nos ajudar a perceber a qualidade dos relacionamentos que estamos cultivando. Para nos auxiliar neste despretensioso teste, algumas perguntas que podemos nos fazer a partir da contemplação de Deus Uno e Trino:

tique-20 O que tem me motivado a me aproximar das pessoas? Percebo naqueles que me cercam verdadeiros irmãos e irmãs? Estou disposto a ajudá-los sem preocupação em receber algo em troca?

tique-20 Como tenho convivido com quem pensa e age diferente de mim? Busco um diálogo sincero e desarmado? Sou capaz de ouvir e considerar opiniões diferentes da minha?

tique-20 Percebo no outro como um dom, um presente de Deus? Tenho maturidade para perceber que as pessoas têm sua liberdade e não são posse minha?

tique-20 Faço-me disponível e acessível para quem vem ao meu encontro? Busco tratar a todos com respeito e cortesia? Procuro praticar a humildade ou tenho a tentação a me julgar superior?

tique-20 Como me comporto nas redes sociais? Excluo com facilidade quem não confirma minhas ideias? Utilizo palavras ofensivas e grosseiras para me dirigir a quem pensa diferente de mim? Divulgo material que incita ódio, o preconceito e a exclusão?

Faça o teste! Não precisa divulgar o resultado. E lembre-se! Quando referencial é Deus, sempre temos algo a aprender e melhorar. Boa sorte e procure, com empenho, “trinitarizar” sua vida!

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Jesus é o Senhor da história

1ª Leitura: Dt 4,32-34.39-40

Sl 32 (33), 4-5.6.9.18-19.20.22

2ª Leitura: Rm 8,14-17

Evangelho: Mt 28,16-20

-* 16 Os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17 Quando viram Jesus, ajoelharam-se diante dele. Ainda assim, alguns duvidaram. 18 Então Jesus se aproximou, e falou: «Toda a autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra. 19 Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, 20 e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.»


* 16-20: Doravante, Jesus é a única autoridade entre Deus e os homens. Ele dá apenas uma ordem àqueles que o seguem: fazer com que todos os povos se tornem discípulos. Todos são chamados a participar de uma nova comunidade (batismo), que se compromete a viver de acordo com o que Jesus ensinou: praticar a justiça (3,15; 5,20) em favor dos pobres e marginalizados (25,31-46). O Evangelho se encerra com a promessa já feita no início: Jesus está vivo e sempre presente no meio da comunidade, como o Emanuel, o Deus-conosco (1,23).

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral


Santíssima Trindade, Ano B

Frei Ludovico Garmus, ofm

Oração: “Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito santificador, revelastes o vosso inefável mistério. Fazei que, professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a Unidade onipotente”.

1. Primeira leitura: Dt 4,32-34.39-40

O Senhor é o Deus lá em cima no céu
e cá embaixo na terra, e não há outro além dele.

O texto que ouvimos é uma meditação sobre a história da relação de Israel com seu Deus e, ao mesmo tempo, uma catequese. O contexto é o do exílio, visto como uma punição devida às infidelidades cometidas. Longe do Templo e da terra prometida, Israel toma consciência de suas ingratidões e percebe melhor a presença de Deus ao longo de sua história. A meditação atribui a Javé, Deus de Israel, a criação do ser humano. O Deus criador é um só: “O Senhor é o único Deus… e não há outro além dele”. Foi este Deus que escolheu Israel dentre as nações como seu povo e com ele fala. Israel percebe que Deus intervém em sua história, sobretudo nos momentos de crise, e o salva. Em resposta, Deus pede a observância de seus mandamentos (cf. Dt 5,6-21), que se resumem num único: “Amarás o Senhor teu Deus com todo teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças” (6,5). Jesus acrescentará: “E a teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22,35-40). Deus nos envolve com seu amor e espera de nós uma resposta de amor, estendido ao nosso próximo.

Salmo responsorial: Sl 32

Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança.

2. Segunda leitura: Rm 8,14-17

Recebestes um espírito de filhos,
no qual todos nós clamamos: Abbá, ó Pai!

A sociedade greco-romana era escravagista. Em Roma, com cerca de um milhão de habitantes, mais de um terço da população eram escravos. Paulo escreve à comunidade de Roma, composta de judeus e pagãos convertidos. Pelo batismo, diz ele, os judeus deixam de ser escravos da Lei e os pagãos, de seus ídolos e da cultura escravagista (cf. Carta a Filêmon). Pelo batismo nos tornamos filhos adotivos – linguagem que os romanos entendiam – e somos introduzidos na família de Deus, que é Trindade e Comunhão. Pelo batismo recebemos o Espírito e Deus nos acolhe como filhos seus, a exemplo de Jesus. “Tu és meu filho amado” (Mc 1,11). Podemos clamar a Deus: “Abbá” / Papai! – como diziam os judeus a seu pai carnal.

Aclamação ao Evangelho

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Divino,
Ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém.

3. Evangelho: Mt 28,16-20

Batizai-os e nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

No Evangelho de Mateus, após a última ceia, Jesus anuncia que todos os discípulos o abandonariam. Pedro, então, jurou que jamais o haveria de abandonar; o mesmo repetiam os outros discípulos. Apesar de tudo, Jesus prometeu-lhes que, após sua ressurreição, iria à frente deles à Galileia para reunir-se com eles (26,30-35). No primeiro dia da semana duas mulheres foram visitar o túmulo e encontram-no vazio. Mas um anjo lhes explica que Jesus havia ressuscitado e que elas deveriam anunciar aos discípulos para se dirigirem à Galileia, onde se encontrariam com o Ressuscitado. Atendendo à mensagem das mulheres, os discípulos se dirigem para a Galileia, “ao monte que Jesus lhes havia indicado”. Em Mateus, o monte é o lugar apropriado para uma revelação divina. No Sermão da Montanha (Mt 5–7) temos a síntese da doutrina de Jesus; na Transfiguração (Mt 17,1-13) o Filho do homem se revela maior que Moisés e Elias. Agora, a missão que Jesus dá aos discípulos também acontece num monte. Na Galileia Jesus começou o anúncio do Reino dos Céus (4,12-17) e chamou os primeiros discípulos. É também na Galileia que se despede de seus discípulos e lhes confere a missão de irem pelo mundo inteiro, para fazer discípulos de Jesus todos os povos. Isso acontece pelo batismo em nome da Santíssima Trindade. Pelo batismo somos incluídos no mistério do Deus uno e trino, envolvidos por seu amor. Pelos ensinamentos somos introduzidos nas práticas do Reino dos Céus, ensinadas por Jesus. Este mandato deixado à sua Igreja tem a chancela do poder do Filho de Deus: “Toda a autoridade me foi dada…” Tem a promessa da presença permanente do Deus-conosco (Emanuel), nascido da Virgem Maria (1,23): “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo” (28,20). No dia de Pentecostes (domingo passado) ouvimos Jesus apareceu aos discípulos na noite da Páscoa, conferiu-lhes o dom do Espírito Santo e os enviou em missão. No Evangelho de hoje, em nome da Santíssima Trindade, Jesus envia em missão seus discípulos, mesmo os que “ainda duvidavam”, para batizar a todos os povos e ensinar-lhes “a observar tudo o que vos ordenei”.

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A maior novidade do Novo Testamento

Frei Clarêncio Neotti

A fé cristã é fé num Deus único em três pessoas. O monoteísmo trinitário é a mais profunda das novidades religiosas do Cristianismo e aquela que o distingue tanto da fé hebraica (Deus único) quanto da fé dos pagãos (muitos deuses). Ainda hoje é a sua principal característica diante das outras religiões, e o sinal mais persuasivo da transcendência do Cristianismo. Sozinha, a criatura humana jamais alcançaria o mistério trinitário. Os primeiros cristãos, quanto mais fiéis eram à fé abraâmica e à Lei divina, tanto mais dificuldade  tiveram de aceitar a revelação feita por Jesus. Daí se entende também porque os Apóstolos em suas cartas e pregações falaram com tanta segurança e humildade da grande novidade.

Isso transparece também em suas orações, sempre feitas a Deus-Pai, por meio do Cristo, no Espírito Santo. No Ocidente esse costume se esmaeceu. Tantas vezes vemos orações dirigidas diretamente a Cristo ou ao Espírito Santo. Não que seja errado. Mas não era o costume das primeiras gerações cristãs. O Credo tem uma forte estrutura trinitária. A celebração eucarística é trinitária em seu conjunto (o Cânon, por exemplo) e em suas partes (como o Glória, o Prefácio, o Sinal da Cruz).

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Altíssimo, Onipotente e Bom Senhor

Frei Almir Guimarães

Vós sois nossa esperança, Vós sois nossa fé, Vós sois nossa caridade, Vós sois toda nossa doçura, Vós sois nossa vida eterna: grande e admirável Senhor, Deus onipotente, misericordioso salvador”  (São Francisco de Assis)

tique-20Ao dirigir-se ao Senhor, Francisco de Assis mostrava desmedida admiração. Não encontrava palavras que fossem capazes de descrever esse mistério insondável de amor que é a Trindade: altíssimo, onipotente, bom, ternura, paz… Aproximamo-nos sempre de Deus com imenso respeito. Pedimos que ele se digne a nos olhar com complacência. Temos certeza do amor dessa Trindade. Não receamos nos lançar em seu abismo de caridade. Festa de Deus, insondável abismo de Deus. Um Deus em Três pessoas.

tique-20Por ele, nosso coração anseia. Vivemos irrequietos enquanto nele não descansarmos. Deus está para além do que podemos ver, ouvir, alcançar. Chamamo-lo de Tu, numinoso, simplesmente Deus. Pena que a palavra parece gasta e já não nos fala às entranhas. Altíssimo e Bom Senhor, sempre buscado e nunca alcançado.

tique-20Moisés estava diante de um arbusto que ardia e não se consumia. Calor, fogo que cega, queima e aquece. Ele é convidado a tirar as sandálias dos pés porque santa era a terra em que estava pisando.

tique-20Isaías tem uma visão no templo. Três vezes santo está num trono elevado, circundado pelos anjos que o adoram. O profeta sente todo o peso de sua indignidade. Tem certeza de seu pecado. Um serafim toma uma brasa e queima os lábios do profeta para que possa dizer com candura e limpeza interior: Santo, Santo, Santo.

tique-20Elias está desanimado com tanta oposição que lhe é feita. Retira-se do campo de batalha, de sua pregação e de suas exortações. Entra numa caverna. O Senhor não estava na tempestade, nem no fogaréu. Quando sopra uma brisa suave reconhece a passagem do Senhor, e com o manto cobre o semblante.

tique-20Jesus, expressão humana de Deus, Deus mesmo vivendo entre nós, procura nos levar ao Mistério. Fala de um Pai que é amor, que o envolve, que o cerca. Fala de um envolvimento todo especial dele com Pai. Fala mesmo que ele e o Pai são um. Quem o vê, vê o Pai. Todo poder recebe do Pai. Ele e o Pai não deixarão órfãos os homens, mas enviarão o Paráclito que procede do Pai e do Filho. Fornalha de amor: Pai, Filho e Espírito.

tique-20O Pai não é gerado, é eternamente Pai. O Filho, o Verbo, a Palavra também eternamente gerado. Consubstancial ao Pai. Na plenitude dos tempos, o Verbo se fez carne e habitou entre nós.  O “segundo” da Trindade se revestiu da natureza humana. O amor, o liame, o laço entre o Pai e o Verbo é o Sopro, o Vento, o Espírito.  Como o Verbo, também o Espírito tem uma missão “ad extra”.  Belamente esse abismo é expresso na antífona  ao Magnificat da Solenidade da Trindade: “Deus  Pai não gerado, Deus Filho Unigênito, Deus Espírito Santo, divino Paráclito, ó Santa , indivisa e una Trindade:  com todas as fibras da alma e da voz, vos louvamos, cantando, na fé confessando: Glória a vos pelos séculos”.

tique-20Estamos mergulhados e envoltos na Trindade: fazemos o sinal da cruz invocando a Trindade, nela somos batizados, nela absolvidos. Todas as orações dirigidas ao céu se dirigem à  Trindade. Morremos com a bênção da Trindade.

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É necessário crer na Trindade?

José Antonio Pagola

É necessário crer na Trindade? É possível? Serve para algo? Não é uma construção intelectual desnecessária? Vai mudar algo em nossa fé, se não crermos no Deus trinitário? Há dois séculos, o célebre filósofo Immanuel Kant escrevia estas palavras: “Do ponto de vista prático, a doutrina da Trindade é perfeitamente inútil”.

Nada mais longe da realidade. A fé na Trindade muda não só nossa visão de Deus, mas também nossa maneira de entender a vida. Confessar a Trindade de Deus é crer que Deus é um mistério de comunhão e de amor. Não um ser fechado e impenetrável, imóvel e indiferente. Sua intimidade misteriosa é só amor e comunicação. Consequência: no fundo último da realidade, dando sentido e existência a tudo, não há senão Amor. Tudo o que existe vem do Amor.

O Pai é amor, a fonte de todo amor. Ele começa o amor. “Só Ele começa a amar sem motivos; mais ainda, é Ele que desde sempre começou a amar” (Eberhard Junge). O Pai ama desde sempre e para sempre, sem ser obrigado nem motivado de fora. É o “eterno Amante’: Ama e continuará amando sempre. Nunca vai retirar de nós seu amor e fidelidade. Dele só brota amor. Consequência: criados à sua imagem, fomos feitos para amar. Só amando acertamos na vida.

O ser do Filho consiste em receber o amor do Pai. Ele é o “Amado eternamente”, antes da criação do mundo. O Filho é o amor que acolhe, a resposta eterna ao amor do Pai. O mistério de Deus consiste, pois, em dar e também em receber amor. Em Deus, deixar-se amar não é menos que amar. Receber amor é também divino! Consequência: criados à imagem desse Deus, fomos feitos não só para amar, mas para sermos amados.

O Espírito Santo é a comunhão do Pai e do Filho. Ele é o Amor eterno entre o Pai amante e o Filho amado, aquele que revela que o amor divino não é possessão ciumenta do Pai nem açambarcamento egoísta do Filho. O amor verdadeiro é sempre abertura, dom, comunicação transbordante. Por isso, o amor de Deus não se detém em si mesmo, mas se comunica e se estende até suas criaturas. “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5). Consequência: criados à imagem desse Deus, fomos feitos para amar-nos, sem açambarcar e sem encerrar-nos em amores fictícios e egoístas.

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A Trindade em nossa vida

Pe. Johan Konings

A festa da SS. Trindade é uma oportunidade para refletir sobre nossa vida de batizados. Fomos batizados “no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, conforme a missão confiada por Jesus aos Apóstolos (Mt 28,20). Será que isso significa algo para nossa vida, modificou algo em nós? Nossa vida de batizados tem algo a ver com as pessoas da Santíssima Trindade?

No Antigo Testamento, Moisés explicou ao povo que Deus é próximo da gente, não inacessível. Fala com seu povo, acompanha-o. Mais: conta com a amizade de seu povo. Não é um Deus indiferente (1ª leitura). E no Novo Testamento, Paulo aponta a presença da Santíssima Trindade de Deus em nossa vida: o Pai coloca em nós o Espírito que nos torna filhos com o Filho (2ª leitura).

Tudo isso nos faz entender melhor o evangelho de hoje, que narra a missão de batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Quem recebe o batismo entra numa relação específica com cada uma das três pessoas da Trindade. Em relação ao Pai, é filho por adoção (o que, na cultura de Jesus, significava muito: pleno direito ao amor e à herança do Pai). Em relação ao Filho, é irmão (participando da mesma vida, do mesmo projeto). E quanto ao Espírito Santo, é dele que recebe inspiração e impulso para viver a vida divina no mundo.

Convém termos consciência disso em nossa vida de batizados. Certamente, Deus é um só. O que o Pai, o Filho e o Espírito Santo significam em nós é uma só e mesma realidade: a presença da vida divina em nós. Mas essa realidade se realiza em relações diversificadas. Uma  comparação talvez ajude a aprender esse mistério: na vida conjugal, mulher e homem são ora parceiros no amor, ora colaboradores no sustento da família ou na educação dos filhos, ora  pessoas autônomas (para irem votar ou atenderem a seus negócios) etc.

Assim podemos assumir e cultivar as diversas atitudes que nos relacionam com a Santíssima Trindade em nossa vida. Atitude de filho adotivo do Pai, cuidando de sua obra, de sua solicitude para com a criação e a humanidade. Atitude de irmão de Jesus, na sintonia e solidariedade, na ternura para  com outros irmãos – e para com Jesus mesmo! Atitude, finalmente, de quem é impulsionado pelo Espírito Santo (e não pelo espírito do mundo, do lucro, da exploração etc).

A consciência da relação com as três Pessoas divinas torna nossa vida cristã menos abstrata, conferindo-lhe uma configuração mais versátil, mais concreta. Mas essa consciência  não surge espontaneamente. É preciso cultivá-la na contemplação das Três Pessoas divinas.

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