Destaque, Notícias › 19/04/2014

Silêncio e espera marcam a Sexta-feira Santa

DSC03359Nesta sexta-feira, dia 18 de abril, a Paróquia Santo Antônio do Pari viveu momentos fortes de fé. Durante toda a manhã, as pastorais se revezaram na adoração ao Santíssimo, que aconteceu no espaço dedicado a um memorial da comunidade, que celebra 100 anos em 2014.

Às 15h, aconteceu a Celebração da Paixão, marcada pelo silêncio e pela adoração à cruz. Muitos paroquianos compareceram à celebração, que foi presidida pelo pároco, Frei Adriano, e concelebrada pelo vigário, Frei Carlos, Frei José Francisco, Frei Anacleto e Frei Brayan.

Em sua homilia, Frei Adriano retomou o significado do Tríduo Pascal, que teve início na noite de ontem, com a celebração da Quinta-feira Santa. “Podemos sintetizar a celebração de ontem em duas palavras: partilha e serviço. Partilha do pão, do vinho, partilha da vida. E o serviço humilde que deve marcar a vida de todo batizado, de todo cristão, expresso de maneira tão marcante no lava- pés”, recordou.

Sobre a celebração de hoje, destacou o salmo do servo sofredor. “Hoje é momento de entrega, como nós respondemos no salmo de resposta, ‘eu me entrego, Senhor, em tuas mãos’. Sexta-feira Santa, dia da entrega, entrega total, até a última gota. Entrega de Jesus, que precisa ser também a nossa entrega. Entrega generosa e gratuita. É preciso suportar tantas realidades em nossa vida. Foi o que Jesus fez, não só sob o peso da cruz. Toda a vida de Jesus foi um constante entregar-se ao Pai, em todas as situações”, afirmou.

A celebração da Sexta-feira Santa é marcada também pela adoração à cruz. Os fiéis são convidados a se aproximarem da cruz e beijá-la. Frei Adriano falou a respeito deste gesto. “O beijo na cruz, que marca a sexta-feira Santa quer ser um beijo sincero. Há tantos beijos falsos em nossa vida. Queremos beijar a cruz, e com este beijo queremos dizer: ‘Senhor, assim como tu quero eu também, com coragem, com determinação, carregar minha cruz. Não para eu ser derrotado pela cruz, mas para com esta atitude de entrega eu lute contra todas as cruzes, contra todo o mal, contra todas as forças de morte que nós vemos se multiplicar ao nosso redor”, concluiu.

DSC03472O pároco destacou ainda as palavras do pregador da celebração da Paixão no Vaticano, o frade capuchinho Raniero Cantalamessa (leia aqui na íntegra). Ele falou a respeito da traição de Judas, e que também nós, ainda hoje, trocamos Jesus por algumas moedas, não apenas no sentido material, mas que trocamos Jesus por nós, por nossos interesses. “Queremos colocar Jesus sempre em primeiro lugar”, concluiu Frei Adriano.

Às 18 horas aconteceu a encenação da vida e morte de Jesus, organizada por alguns jovens da comunidade. Após a encenação, os fiéis que lotavam a matriz seguiram em procissão com o Senhor Morto pelas ruas do bairro.

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