Notícias › 28/12/2015

Urbi et Orbi: só a misericórdia pode libertar a humanidade

papa25 de dezembro, Dia de Natal – o Papa Francisco dirigiu-se à “cidade e ao mundo” na tradicional Mensagem e Benção Urbi et Orbi. O Santo Padre desejou a paz no mundo neste dia de paz, luz e alegria.

Na sua Mensagem o Papa Francisco anunciou este “dia de misericórdia em que Deus Pai revelou à humanidade a sua imensa ternura.” Um “dia de luz que dissipa as trevas do medo e da angústia”, um “dia de paz, em que se torna possível encontrar-se dialogar, reconciliar-se. Dia de alegria: uma «grande alegria» para os pequenos e os humildes, e para todo o povo (cf. Lc 2, 10).

Para o Santo Padre o Natal “é um acontecimento que se renova em cada família, em cada paróquia, em cada comunidade que acolhe o amor de Deus encarnado em Jesus Cristo. Como Maria, a Igreja mostra a todos o «sinal» de Deus: o Menino que Ela trouxe no seu ventre e deu à luz, mas que é

Filho do Altíssimo, porque «é obra do Espírito Santo» (Mt 1, 20). Ele é o Salvador, porque é o Cordeiro de Deus que toma sobre Si o pecado do mundo (cf. Jo 1, 29). Juntamente com os pastores, prostremo-nos diante do Cordeiro, adoremos a Bondade de Deus feita carne e deixemos que lágrimas de arrependimento inundem os nossos olhos e lavem o nosso coração.”

“Ele, só Ele, nos pode salvar. Só a Misericórdia de Deus pode libertar a humanidade de tantas formas de mal – por vezes monstruosas – que o egoísmo gera nela. A graça de Deus pode converter os corações e suscitar vias de saída em situações humanamente irresolúveis.”

“Onde nasce Deus, nasce a esperança. Onde nasce Deus, nasce a paz. E, onde nasce a paz, já não há lugar para o ódio e a guerra” – disse o Papa Francisco recordando que, no entanto, no mundo continuam a existir tensões e violências, e a paz continua um dom que deve ser invocado e construído.

O Santo Padre sublinhou, desde logo, o conflito que envolve israelitas e palestinianos augurando que retomem “um diálogo directo e cheguem a um acordo que permita a ambos os povos conviverem em harmonia, superando um conflito que há muito os mantém contrapostos, com graves repercussões na região inteira.”

Palavras do Santo Padre para a paz na Síria e referências à Líbia, Iraque Iémen e áfrica subsaariana onde os conflitos ceifam inúmeras vítimas, causam imensos sofrimentos e não poupam sequer o património histórico e cultural de povos inteiros.

Especial referência do Papa para os ataques terroristas no Egito, Beirute, Paris, Bamaco e Túnis:

“Penso ainda em quantos foram atingidos por hediondos actos terroristas, em particular pelos massacres recentes ocorridos nos céus do Egipto, em Beirute, Paris, Bamaco e Túnis.”

Referindo ainda os mártires dos nossos dias, “perseguidos em muitas partes do mundo por causa da sua fé, o Papa Francisco fez uma referência para a paz e concórdia na República Democrática do Congo, o Burundi e o Sudão do Sul:

“Paz e concórdia, pedimos para as queridas populações da República Democrática do Congo, do Burundi e do Sudão do Sul, a fim de se reforçar, através do diálogo, o compromisso comum em prol da edificação de sociedades civis animadas por sincero espírito de reconciliação e compreensão mútua.”

Na sua mensagem o Santo Padre expressou ainda os seus votos de que o “Natal traga verdadeira paz também à Ucrânia”, e referiu também o povo colombiano na sua busca pela “desejada paz”.

As crianças-soldado, a violência contra as mulheres, o tráfico de seres humanos e o narcotráfico foram também referências da mensagem do Papa e das suas preocupações. Também a atenção do Santo Padre para os migrantes e refugiados:

“Não falte o nosso conforto às pessoas que fogem da miséria ou da guerra, viajando em condições tantas vezes desumanas e, não raro, arriscando a vida. Sejam recompensados com abundantes bênçãos quantos, indivíduos e Estados, generosamente se esforçam por socorrer e acolher os numerosos migrantes e refugiados, ajudando-os a construir um futuro digno para si e seus entes queridos e a integrar-se nas sociedades que os recebem.”

No final da sua mensagem o Papa falou daqueles que não têm trabalho e recordando o Ano Santo da Misericórdia fez uma referência especial àqueles que estão nos estabelecimentos prisionais.

O Papa Francisco a todos deu a sua bênção!

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